Os sintomas da perimenopausa pela hora a que aparecem: das 17h às 3h da manhã

Os sintomas da perimenopausa pela hora a que aparecem: das 17h às 3h da manhã

Os sintomas da perimenopausa não aparecem numa lista de sintomas. Aparecem a horas marcadas: às 17h chega o desejo por doces, às 18h a roupa aperta, às 3h da manhã há quem acorde sem motivo, e ao sábado a balança teima em não descer. Este artigo segue esse relógio, hora a hora, em vez de organizar os sintomas pela ordem que aparece nos livros de ginecologia.


Os sintomas da perimenopausa organizados pelas horas do dia

Quatro momentos repetem-se, semana após semana, na maior parte das mulheres entre os 40 e os 50 anos.

Às 17h, uma vontade de doce que não existia há cinco anos. Às 18h, a barriga está inchada e as calças que de manhã lhe assentavam na perfeição já apertam.Às 3h da manhã, um despertar limpo, sem pesadelos ou sem barulhos, seguido de meia hora ou uma hora acordada a olhar para o teto. E ao sábado, na balança, o mesmo número da semana passada, apesar de nada ter mudado na alimentação, nem no treino.

Cada um destes quatro momentos tem um mecanismo próprio. Os quatro estão ligados entre si, o que explica porque corrigir só um raramente resolve o quadro todo.


Às 17h: porque bate o desejo por doces

Ao final do dia o desejo por doces não aparece por acaso. Quando não comeu proteína suficiente ao almoço, a fome pode chegar mais cedo e a vontade de açúcar torna-se difícil de ignorar. 

Com a queda de estrogénio característica da perimenopausa, as células tornam-se menos sensíveis à insulina. O resultado é uma oscilação de glicemia mais acentuada ao longo do dia: sobe depressa depois de comer, desce depressa três ou quatro horas mais tarde. Almoçar apenas uma sopa e uma sandes, por exemplo, já não é suficiente e o desejo por doces às 17h chega mais cedo e mais forte.

Esta é também a hora em que o cortisol, a hormona do stress, costuma ter um pico secundário no fim da tarde. Cortisol alto e glicemia baixa ao mesmo tempo traduzem-se, na prática, numa vontade de chocolate que parece maior do que qualquer decisão racional sobre o que comer.

Se este cenário é-lhe familiar, importa olhar para além da força de vontade e perceber como apoiar o organismo ao longo do dia, começando pela primeira refeição.

Foi com esse propósito que desenvolvemos o PLENA DIA: para ajudar a integrar o controlo do apetite e o apoio ao metabolismo numa rotina diária consistente. A sua fórmula combina apenas quatro ingredientes, criteriosamente selecionados para a mulher 40+, sem adicionar ingredientes desnecessários. 

O Plena Dia foi assim pensado para este momento específico: chá verde (390 mg, dos quais 175 mg de EGCG), gengibre (300 mg), pimenta caiena (60 mg) e crómio (150 µg), tomados junto da primeira refeição do dia. O crómio está associado à regulação do metabolismo dos hidratos de carbono, o que explica porque a marca o inclui numa fórmula pensada para o controlo do apetite e não numa fórmula de energia pura.


Às 18h: porque incha e a roupa aperta sempre à mesma hora

De manhã, as calças assentam bem, mas… chega o final da tarde e sente a barriga mais inchada, a roupa aperta e parece que o corpo mudou ao longo do dia. Na perimenopausa, estas oscilações tornam-se mais frequentes e as alterações hormonais têm um papel importante.

O mecanismo tem duas camadas: hormonal e inflamatória.

Na primeira camada, o estrogénio influencia a forma como o organismo regula o sódio e a água. Quando os níveis começam a oscilar, como acontece nesta fase de vida da mulher, o equilíbrio dos líquidos também pode variar. A nível inflamatório, a diminuição do estrogénio está ainda associada a alterações inflamatórias que podem contribuir para a sensação de inchaço e peso abdominal, além de favorecer a retenção de líquidos. 

É por isso que, para algumas mulheres, o inchaço não é igual todos os dias, nem se mantém constante. Pode ser mais evidente ao final da tarde e aliviar significativamente depois de uma noite de descanso. Considere que o inchaço pode ter várias causas e não deve ser atribuído automaticamente à perimenopausa, sobretudo se for persistente ou diferente do habitual.


Às 3h: porque acorda sem motivo aparente

Adormece sem dificuldade, mas a meio da noite desperta e, de repente, o sono desaparece? Não aconteceu nada de especial, não há um motivo evidente e, ainda assim, custa-lhe a voltar a adormecer?

Na perimenopausa, as alterações hormonais podem tornar o sono mais leve e os despertares noturnos bem mais frequentes. Isto acontece porque o cortisol, conhecido como a hormona do stress, que devia manter-se baixa durante a noite e só subir de manhã, começa a subir cedo demais. 

Normalmente, o cortisol segue um ritmo natural ao longo do dia: mantém-se relativamente baixo durante a noite e começa a subir nas horas que antecedem o despertar.

Na perimenopausa este relógio interno desregula-se com frequência, e a subida às 3h em vez de às 6h ou 7h é um dos padrões mais descritos por quem passa por esta fase.

Para muitas mulheres, o mais frustrante é precisamente isto: não lhes é difícil adormecer, mas não conseguem manter o sono ao longo da noite. O descanso é interrompido, voltar a adormecer é desafiante e, de manhã, o cansaço e a sensação de que não dormiu o suficiente é notória.

A consequência aparece no dia seguinte e deixa de ser “apenas uma noite mal dormida”. Dormir mal pode afetar a sensibilidade à insulina e aumentar os sinais de fome no dia seguinte, incluindo a ação da grelina, a hormona que estimula o apetite. Por isso, depois de uma noite em que acordou às 3h, a vontade de doces ao final da tarde pode ser ainda mais intensa.

Foi a pensar nestas noites em que o sono é interrompido que desenvolvemos o Plena Noite. Uma fórmula que não olha apenas para o sono, mas também para o metabolismo noturno e o equilíbrio emocional, três dimensões que merecem especial atenção nesta fase da vida.

A fórmula combina Griffonia simplicifolia (300 mg, dos quais 60 mg de 5-HTP), ashwagandha (300 mg), magnésio marinho (150 mg) e vitamina B6 (3 mg), ingredientes selecionados para apoiar o relaxamento, o funcionamento do sistema nervoso e o descanso. Inclui ainda L-carnitina (150 mg) e L-tirosina (150 mg), que complementam a fórmula na vertente do metabolismo noturno.

O Plena Noite não é um indutor direto do sono. Foi pensado para apoiar o organismo quando o descanso se torna mais desafiante, sem forçar o seu corpo a desligar, mas ajudando-o a criar condições para uma rotina noturna mais equilibrada. Este pode ser o apoio que o seu corpo precisa para integrar na sua rotina da noite, porque cuidar de si também começa quando abranda.

Porque a balança não desce, mesmo sem mudar nada?

Na perimenopausa, manter os mesmos hábitos nem sempre significa obter os mesmos resultados. A perda de massa muscular pode reduzir o gasto energético em repouso, fazendo com que a alimentação e o treino que funcionavam aos 35 anos já não produzam o mesmo efeito na manutenção do seu peso.

  • menos massa muscular, que consome energia mesmo em repouso; 

  • sono mais fragmentado, que altera o apetite, como descrito acima; 

  • redistribuição de gordura para a zona abdominal, associada à queda de estrogénio, que por si só já muda a forma do corpo antes de mudar o peso na balança. 

É por isso que pode continuar a fazer exatamente o mesmo que fazia há dez anos e, ainda assim, sentir que o corpo já não responde da mesma maneira. Agora já sabe o motivo e que isto não significa que esteja a fazer algo errado. No entanto, também já sabe que o seu organismo está a atravessar uma fase diferente e que, por isso, precisa de uma abordagem e cuidado também diferente.

Se, na perimenopausa, sente que o seu corpo já não responde da mesma forma, a vontade de doces ao final da tarde, o inchaço que aparece ao longo do dia, os despertares durante a noite ou a dificuldade em gerir o peso, saiba que não está sozinha. Estas mudanças podem ter diferentes causas, mas são também um convite a olhar para a sua saúde de forma mais integrada, tendo em conta a alimentação, a hidratação, o sono e a gestão do stress.

Cuidar de si nesta fase não tem de significar mudar tudo de uma só vez. Recomendo que não o faça! Comece antes por compreender o que o seu corpo precisa e construir hábitos que façam sentido para si, um dia de cada vez.

E lembre-se: ser uma Mulher PLENA não significa fazer tudo de forma perfeita, mas aprender a cuidar de si com mais consciência, respeitando as mudanças do seu corpo e aquilo de que precisa em cada fase da vida. A alimentação, a hidratação, o sono e a gestão do stress são pilares que, quando integrados no dia a dia, podem fazer a diferença na forma como se sente.

E este é apenas o começo. Subscreva a nossa newsletter e receba gratuitamente o guia “Como Ser uma Mulher PLENA”, criado para a ajudar a transformar conhecimento em hábitos simples e sustentáveis. Porque toda a mulher merece sentir-se PLENA.


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